28/12/2012

 "E eu que vinha de tão longe,
  Do outro lado da rua.
  Fazia o que tu quisesses,
  Só, 'pra te poder ver nua!"

26/10/2012

Sonhos

É quando tens ideias de fugir do mundo, e que acabas por resolver dormir e tudo fica bem mais belo . . .  É que sonhar faz tão bem, ainda por cima não se paga, muito menos causa dor. . .
Sendo assim, prefiro dormir profundamente, ter belos sonhos, colocar meus desejos à prova, e senti-los mesmo de olhos fechados . E depois ??!?! Aaah, depois eu simplesmente tento torna-los reais!


05/10/2012

Algumas vezes não estou disposto a muita coisa, ou melhor, a nada, não se trata de preguiça, mas sim de uma fadiga mental, psicológica, emocional. Enquanto vago pelos meus pensamentos vou percebendo que o mundo não espera por mim, ele avança continuamente deixando para trás tudo e todos que não o acompanham. Em certos momentos eu não o acompanhei, mantive-me estático, frio e, ainda consciente, vi vidas passando, sentimentos morrendo, dúvidas nascendo, esperanças perecendo… Vi, pensei, tentei, mas fiquei!

'Então por que ainda estou aqui parado tentando compreender quem sou enquanto há coisas mais importantes a serem feitas? Não sei, mas aí indago o que realmente há de tão importante a ser feito para quem nem ao menos sabe como se sente, o que pensar, o que fazer… Como fazer? Nem ao menos sei quem verdadeiramente sou , o que procuro, e parece que não passo de um simples reflexo de uma mistura de personagens criados em minha mente. Personagens distorcidos e instáveis que estão longe de serem super-heróis de filmes. Personagens sem feições e volúveis, distintos e contrastantes.
Levanto-me sem saber o que será do meu dia, não me entendo, não me reconheço… Paro, olho para o espelho e enxergo diversos contornos, inúmeras personalidades, faço um sorriso diferente do outro a cada dia. Será um novo sentimento, ou será um novo tormento?

Sorria, erga a cabeça, continue em frente… Viva!” diz a personalidade convicta e optimista de uma parte, ainda em desenvolvimento, da minha mente. “Não dá, não posso. Não fuja de si mesmo” retruca uma personalidade indomável com toda uma voracidade inquestionável. O que faço? Vivo ou pereço; luto ou desisto; fujo ou fico?'

"Os sentimentos são uma teia de aranha, um fio por cima do outro, porém resistente e ao mesmo tempo sensível, são imaginações e projecções de um futuro que nem sempre se cumpre,  às vezes uma falsa profecia."

23/09/2012

 "Sumi porque só faço besteira em sua presença, fico mudo quando deveria verbalizar, digo um absurdo atrás do outro quando melhor seria silenciar, faço brincadeiras de mau gosto e sofro antes, durante e depois de te encontrar.
  Sumi porque não há futuro e isso não é o mais difícil de lidar, pior é não ter presente e o passado ser mais fluido que o ar.
 Sumi porque não há o que se possa resgatar, meu sumiço é covarde mas atento, meio fajuto meio autêntico, sumi porque sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência.
 Pareço desinteressado, mas sumi para estar para sempre do seu lado, a saudade fará mais por nós dois que nosso amor e sua desajeitada e irreflectida permanência."

Só não sabia que tinha sido tão rápido. Frontalidade? era só isso.

09/09/2012

Intitulado

Pois é, dizem que, não importa qual seja a verdade, as pessoas vêem o que querem ver. 

 Algumas pessoas podem dar um passo para trás e descobrirem que estavam olhando a mesma coisa por todo o tempo, mas descobrem. 

 Algumas pessoas podem ver que suas mentiras quase acabaram com elas, mas descobrem.
  
 Algumas pessoas podem ver o que estava na sua frente o tempo todo, difícil, mas lá acabam por descobrir. 

 AH!E ainda há aquelas pessoas que correm o máximo que podem para não terem que olhar para si mesmas. Outras, para não admitirem aquilo que está à vista.

Uma boa noite, e eu cá vou continuar.

24/06/2012

Murro na mesa


O consciente grita, a alma palpita e o ser dá voltas no corpo.
Os dias de hoje são tóxicos para a pureza. São vírus sofisticados que nos rodeiam sem sequer nos darmos conta. Os indivíduos dos dias de hoje estão "tetralamente"(4x) infectados. Infectados por Ignorância, Falsidade,  Inveja, Maldade.

A Ignorância é um dos piores vírus. Ignorância de se achar melhor que todos, ignorância de acreditar que aquele que não sabe muita coisa é burro, ignorância ao pensar que todos são ignorantes. A maior parte dos indivíduos de hoje não reconhece nada de bom nas "coisas" humanas a não ser o que lhes interessa e acabam por tratar os seus amigos como os animais, dando sempre mais estimação aqueles de quem esperam recolher o "maior" proveito! ( Uma ignorância de interesse portanto!)

A Falsidade, esta a meu ver, tem diversas combinações. Já a verdade tem apenas uma forma de ser. Concordam? Pois.
Na verdade, eu não posso deixar de admirar aqueles que têm este vírus "tetralamente" incorporado, não achasse eu, um grande trabalho, querer fazer um rosto alegre, quando o coração rói e rói.
Numa amizade, e nos dias que correm, este vírus, terá-se tornado uma pandemia. Até mete medo.

Revolta-me, e faz-me querer dar um murro na mesa, mas para que me servia? Quando os indivíduos não sabem ver, nem sequer se dão ao trabalho de entender, que a melhor prova de uma amizade verdadeira está em NÃO evitar os compromissos entre aqueles que se estimam. Ou quando não entendem que deveriam estar todos felizes e gratos por poderem estar todos juntos, em circunstâncias que a todos agradam e que são um laço entre estes, sem  NUNCA constituírem um dever.
Penso que estamos prestes a viver num mundo sem verdade, ou com verdade sem mundo. Num mundo em que a desculpa mais esfarrapada, devido à cegueira mental que lhe é imposta pelo vírus, se torna aceitável.

Não queria dizer isto, mas estou farto de ver tanta merda. Ponto Final!

                      "Não aceite migalhas, Deus te fez HOMEM, e não formiga."

12/06/2012

Boa noite




“Crie laços com as pessoas que lhe fazem bem, que lhe parecem verdadeiras.
Desfaça os nós que lhe prendem aquelas que foram significativas na sua vida, mas, infelizmente, por vontade própria, deixaram de o ser. Nó aperta, laço enfeita. Simples…assim.”

Boa noite.

03/06/2012

James Vincent McMorrow - We Don't Eat



Novo Vício. Na mesma onda de: Priscilla Ahn, William Fitzsimmons, Sarah Bareilles, Bon Iver e Damien Rice.
E a semana a chegar.

30/03/2012

Objectivos

 O 1º objectivo destas férias... penso que será possível realizar com o meu amigo e companheiro destas aventuras Ricardo Costa.  2400km a fazer de carrito.


2º objectivo... mas esta fica para 2013...
5000km de carro... a ver vamos.

Desafio do blog - http://temosdefalar.blogspot.pt/

1-Qual a tua música preferida?
São 5, cada uma com um sentido diferente, mas sempre especial:

In Loving Memory - Alter Bridge
Colors - Amos Lee
Falling Slowly - Glen Hansard
Sem Radar - LS Jack
9 crimes - Damien Rice


2-Não sais de casa sem..
Me olhar ao espelho e dizer: Que gajo bom, incrível! Ah e nunca saio de casa sem roupa.


3-O teu maior vício é..
Fisioterapia e tudo o que lhe está associado, amo a minha profissão.
Depois tenho mais outros grandes vícios: 1 é viajar por esse mundo fora, e às vezes até tenho medo de fazer as contas ao dinheiro que gasto só para alimentar o vício. Mas é algo que se começa e não dá para parar. Nem que se tenha de comer a 0,89 centimos como em Praga.
O meu último... a guitarra.


4-Daqui a 5 anos onde te imaginas?
Eu sou meio tolo, mas espero ver-me com a Europa toda conhecida, com um voluntariado de 6 meses terminado num país tropical, realizado profissionalmente e provavelmente num país que não Portugal (Infelizmente!).


5-Maior defeito?
Foda-se é tudo no singular, e se um gajo quer responder no plural? É preciso licença?
Para a próxima está atenta! E pronto o 1º já está demonstrado. Resmungão.
Depois...
Orgulhoso;
Teimoso;
Vingativo;
Demasiado amigo das pessoas.


6-Maior qualidade?
Ambicioso e fighter.


7-Maior medo?
Eram as abelhas, mas graças ao meu poder mental, consegui reduzir isso a pó.
Agora tenho medo é do futuro, é a única coisa que me faz ficar acordado noites e noites.
Ah e tenho medo da morte. Não posso com esses gajos.


8-Filme favorito?
O meu cavalo eras tu e quem te monta sou eu.

9-Verão ou Inverno?
Primavera e mais nada!


10-Quando eras pequeno/a que querias ser quando fosses grande?
Padre ou Bombeiro, houve uma altura que queria ser coveiro, e depois evoluiu para arqueólogo, muito à frente.

11-O porquê de vires aqui ao meu cantinho?
( estou a entrar no túnel e vou ficar sem rede...)

23/03/2012

15/02/2012

Cansado, mas com toda a força de vontade de enfrentar este mundo, sempre com aqueles sonhos que me acompanham e aquele espirito de aventura que tanto me caracteriza!

Vamos lá puto!


Só uma musiquinha:

08/02/2012


"Sentiram a tua falta David, a Sofia não recuperou. De alguma forma, ela era aquela que melhor te conhecia. Tal como tu, ela nunca se esqueceu da noite em que o amor verdadeiro parecia possível."

04/02/2012

"Alguns pensamentos são preces.
Há momentos em que, qualquer que seja a posição do corpo, a alma está de joelhos."

Se desapareço ou se fico,

Não sei.
Magoar-te é algo que estou farto de fazer.

03/02/2012

Zenbu

Num piscar de olhos,
Sumis-te.
Num piscar de olhos,
Consumi-me.
Decifrando coisas.
Tentando entender o medo e a coragem,
Entender aquilo que nos empurra para fazer estes actos.
Na verdade,
A vida gira em falso em demasiadas situaçoes,
o entender da coisa. . . utopia
O equilibrio . . . foi-se,
e caimos.
Levantamo-nos!
Uns conseguem seguir em frente!
Outros sao fracos, e muitos vao sem alma e coraçao!
Outros... nem seguem em frente, nem vao a lado nenhum,
esses dependem de alguem. . .
alguem que confia nele,
que nao desiste . . .
Uma âncora, um apoio. . . um colo.



01/02/2012

Sentido

Disfarço-me com palavras NEGRAS
quando sinto DOR.
Disfarço-me com DESEJOS improváveis,
quando me sinto SÓ.
Hoje essas palavras e sonhos estão COBERTOS,
por um SILÊNCIO que latejam,
murmúrios de um sonho NUNCA realizado,
esse silêncio,
Silêncio de SUICIDA,
de ALMA empobrecida
de palavra sem CRENÇA,
sem crença, 
de AMOR e VIDA.


Rumer - On My Way Home

26/01/2012

The End

. . . e termina assim mais um capítulo.

Quando o vento parar, a chuva fugir, e o sol nascer, acordem-me.

24/01/2012

A História

Chamava-se Amelie. Nasceu e cresceu num desses campos feitos exclusivamente para isso. Não sabia do mundo lá fora. E assim como ousou ter um nome, também foi suficientemente rebelde para cultivar o sonho de um amor.

Amava o Jean.

Conheceram-se, é verdade, pela conveniência de ter amigos em comum, passados recentes, ali naquela prisão, da qual não conseguem fugir, nem mesmo sair do lugar. Então, aos poucos um gostou do outro – talvez ele primeiro, pela vivacidade com que vivia os momentos.
Olhares trocados, tentativas falhadas, lamentos às almofadas, enfim, uma imensidão de emoções. O único objectivo era – apaixonar-se de verdade.

Os poucos meses de amizade colorida de Amelie e Jean passaram-se com saídas comprometedoras, conversas interessantes e intermináveis e sempre presente aquele brilho nos olhos de Jean. Crescia.

O tempo foi passando e os obstáculos nem sempre ultrapassados da melhor forma, chegando-se a magoar mutuamente. Mas lá no fundinho, eles sabiam, e bem, o quanto se encantavam, o quanto se desejavam.

A relação amorosa lá ganhava contornos “oficiais”, sempre com um pé atrás de ambas as partes.

Ele sempre com aquele ar seguro, orgulhoso, matador, ambicioso.
Ela sempre com aquele ar de refilona, menina de jardim, inteligente. . .

( . . . ) – Passaram-se anos – ( . . . )

A relação mantinha-se de tronco bem assente.
Ela já o conhecia como ninguém, ele continuava a tentar mostrar que aquele primeiro ar de segurança, confiança, poder, era de facto algo dele.
Porém Jean, não tinha nada disso, excepto a ambição, não tinha qualquer tipo de orgulho, era até bastante fraco e sensível.
Fraqueza essa que foi determinante. A relação foi-se destruindo, sem que Jean fizesse algo para mudar.
Os ventos foram correndo em direcção oposta, os nomes já não se encontravam.
Estavam sentados num banco em pólos opostos. Nada os tirava dali, nem afastava, nem aproximava.
Até que o inevitável aconteceu. Os dois foram levados dali, já mortos, para saciar a fome de uma alma insaciável. E era a fome no seu sentido mais primitivo: seriam devorados, engolidos, digeridos.

Na sua cabeça e na sua infinita desfaçatez, o destino nem sequer permitiu que os dois terminassem juntos. Ela tornou-se parte de um passado e ele merda que cola nos sapatos. E nem deixou com que Amelie chegasse a perceber quando é que foi que a “espera no banco” lhes tirou a vida.

Amelie, horas antes desse final, ainda fazia alguns planos românticos, supondo a hipótese de visitar o mundo e semear o amor “pralém fronteiras”. Jean, sempre frio e fechado, embora ouvisse sua amada com carinho, preferia pensar em outros mundos. Estavam ali sentados para evitar a morte dos dois,inocentes, servindo de comida aos que não queriam magoar outros seres.

Ela, é claro, nunca entendeu nada disso e se recusava a aceitar a história, mas sabia do destino inevitável. Como seria possível acabar com o amor e, mais ainda, a vida de dois seres sob o pretexto de Jean ser fraco? Não haveria qualquer hipótese e nem faria qualquer sentido. . . Mas não havia meio de reagir.

O problema, talvez, estava no facto de que Amelie não se tivesse apercebido, e que Jean já à muito tinha soltado o corpo naquele banco e voado para outras paradas, sem ter sequer o discernimento de lhe proferir uma única palavra de respeito/consolo.

Se ela soubesse disso, teria reagido e se calhar até ter mudado o rumo dos acontecimentos, mas não ela sentia que algo podia ser diferente.

Jean não sentiu isso e seguiu adiante. Ela, ao contrário, sentia em demasia e jamais viu necessidade de parar por aí. Arriscava-se numa paixão supostamente avassaladora. Ela, queria amor . . . E ela amou-o até o fim. . .
( . . . Mas penso que é bom deixar claro: as pessoas no geral juntam-se não tanto porque se gostam no sentido honesto da “coisa”, mas porque precisam da certeza de que os outros gostam de si. Antes do amor pelo parceiro, há que se ter a garantia de um sentimento vindo de lá para cá. Não penso que foi isto que deu origem ao relacionamento, mas penso que foi isto que poderá ter deixado aqueles dois corpos apodrecerem-se no banco. )

Foi então assim: Jean atrás da rapariga que retribuísse o amor à primeira vista jurado a cada noite de bebedeira. Amelie, envolvida em paixões eternas e perfeitas, passando os dias a sonhar com amores infinitos, mas sem qualquer duração.

Ele não respeitou, não foi homem, não foi corajoso, não foi forte, não foi sequer seguro, muito menos ambicioso. Ele foi tudo aquilo que nunca mostrou, mas é isso que o vai acompanhar para o resto das suas vidas e que o vai caracterizar como pessoa. “ Aquele que fugiu com o rabo entre as pernas, enganando tudo e todos em busca de um vale encantado!”

Para além disso, Jean não sabia, nem ninguém sabe o que é amor porque, antes de se conseguir uma definição do sentimento, a relação já se transforma em amizade ou qualquer tipo de convívio suportável entre duas pessoas. Ou . . . meramente acaba.

Ponto final.

22/01/2012

Este peso consciente, horrível e lento
Atrás de cada palavra, fica escondido.
Traem-te.
A distância dos caminhos, a escolha destes,
Rasga o coração.
Foste.
Nesta altura, não sei onde me encontro.
Aliás, não sei de muitas mais coisas,
Às quais esperava ter resposta.
Não sei como dizer que as minhas ideias te traem
Não sei como dizer que a minha voz te procurou,
Mas dentro de mim,
Eu encontro-te e com um único propósito,
Perder-te mais uma vez.

Porque quis?

08/01/2012

Missing and Losing

Não vou desistir de ti, mas também não vou obrigar-te a ficar. Se os nossos caminhos forem diferentes, e promete-me que nos encontraremos no final, e ficaremos juntos para sempre... E por favor não te esqueças de mim! Não te esqueças de nós! Não te esqueças de nada! ... Porque ouvi falar que tudo o que é verdadeiro, é inesquecível!"  


Escrito por: Lootus