31/05/2009

Cartas de amor

"As cartas de amor, começam sempre com palavras doces e são-me dirigidas. Guardo-as numa gaveta com cheiro ao perfume dos CTT. Deixo que o tempo passe para que as palavras fiquem. São cartas de amor...

Quem não as tem?

As mais antigas têm anos e a letra ainda por formar diz-me que quem as escreveu ainda não tinha definido a caligrafia. Não têm rasuras mas escritas a azul parecem ter, nas palavras, um profundo sentimento de saudade, de alegria, de carinho. Vêm em papel pautado, tamanho A4, folhas arrancadas de um caderno escolar. Dias interrompidos para escrever. Talvez entre duas aulas, talvez enquanto fala o professor mais chato. E dão a volta para o outro lado da folha, terminam quase na última linha como se muito mais houvesse para dizer.

Existem outras que são escritas mais tarde, pela mesma pessoa. As mesmas folhas A4 mas agora com o logotipo da empresa. Tarde com intervalo para escrever tantas linhas que me caíram no coração. E me fizeram sorrir. São promessas, perguntas, são desejos, vontades. Cartas de Amor escritas de forma apaixonada e verdadeira. Porque ninguém escreve sem sentir o que está a fazer, ou até não.

E as mais recentes têm novo remetente. Adulto, pausado, consciente. São cartas de Amor sem a paixão de outros tempos, sem o gozo da juventude quase infantil. Mas trazem a responsabilidade e o carinho de quem cresce a gostar do outro. São poemas e linhas certas, escritas com a alma, com a mão segura, sem hesitações. Fico a pensar que gosto de lê-las, a todas, de recordá-las, de saboreá-las.

São tão poucas as cartas de amor dos nossos dias. O sms e o messenger vieram substituir essa caligrafia apurada, cuidada, letra a letra para fazer sentido num pedaço de papel dobrado em quatro. Sem precisar de envelope... Como podem as gerações de agora não ter uma carta de amor? Como guardam memórias e recordações? Deixam as mensagens escritas por alguns dias, mas logo a máquina pede mais espaço e são apagadas as palavras de amor. E vêm com abreviaturas, obrigam a adivinhar, perde-se tempo na procura da palavra, perdendo-se-lhe o sentido.

As Cartas de Amor não devem morrer. Um destes dias vou escrever uma. Para que fique para sempre."

18/06/06

21/05/2009

Elogio ao "coize"

Ora mais um livro que começei a folhear, porque para já ainda não li com muita atenção, mas já me deparei com aspectos de cortar a respiração, ou até mesmo de provocar um simples e arrepiante suspiro...
Diga-se que é uma grande lição de um actor até agora, para mim, desconhecido..sendo o seu nome: Miguel Esteves Cardoso. Apesar de ainda não o ter lido com cabeça tronco e membros, aconselho na mesma a quem já o leu todo, faça favor de reler. Quem não leu leia. E volte a ler. Uma, duas, três vezes. É o Elogio ao Amor, elogio da vida que vale a pena, desde que estejamos de bem connosco mesmos...

Começa aqui:

"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro.
Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade.

Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.

A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.

Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.

Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor.

A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser.

O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra.
A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.”


Mais verdadeiro não há, é como o algodão!

P.S.: Jujinha depois eu empresto-te sim... xD

15/05/2009

Interpretações erradas

Porra, de facto a vida é mesmo feita de interpretações erradas e muitas delas acabam por não ter qualquer tipo de consequência.
“Estás um bocado em baixo Pedrinho, hoje. Que tens?”, perguntaram-me.

Eu prontamente lhe respondi: “Não tenho nada de especial!”.

A pessoa em questão lá virou costas e continuou a sua vida, como se eu tivesse apenas insinuado que estava tudo normal ou pura e simplesmente me tivesse esquivado a responder a tal pergunta, como seria de esperar.

Eu fiquei a pensar o resto do dia em como tinha conseguido numa frase, curta e rápida, dizer tudo. E disse tudo… não tenho nada de especial…
Talvez nem eu estivesse à espera de uma resposta tão sincera e completa…


"So fuck you,
And all we've been through
I said leave it,
It's nothing to you
And if you hate me,
Then hate me so good that you can
let me out, let me out,
Let me out of this hell when you're around"

Por quem não esqueci

30/04/2009

Receio

"Deve-se temer mais o amor de uma mulher, do que o ódio de um homem."

Sócrates

07/04/2009

Reflexão



"Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas." (John Lennon)

.!?.13



Estou perdido numa confusão de sentimentos, de tempo e de espaço. Mas se eu tivesse certezas...!?!

Pera aí que já vou!


Anda lá, e é se queres!

04/04/2009

"Rodeadamente só"

É triste !!!
Quando me sinto sozinho,
Estou rodeado de gente,
Que prende,
Que nada sente,
Que vive uma triste felicidade,
Que não tem amor,
Que vive com dor,
Que faz teatro
De manhã
Ao sol pôr,
E mesmo rodeado de gente,
Posso escolher outro caminho...
Numa certeza descontente,
De ficar novamente… Sozinho

Guerra das almofadas!


Amanhã vai ser assim!

03/04/2009

FCP acaba com a sedução por prostitutas...

Vá eu sou Portista bem confessado, mas não resisti, está de facto fantástico!

O Porto já não tem dinheiro para pagar às prostitutas para subornar os árbitros... então, há que recorrer aos próprios jogadores.



Isto é uma cabala contra o clube das águias só pode! Assim claro ganhamos campeonatos, oh!

31/03/2009




And we're standing outside of this wonderland
Looking so bereaved and so bereft
Like a Bowery bum when he finally understands
The bottle's empty and there's nothing left

30/03/2009

Para que serves?

"Estava um fim de dia magnífico. Respiravam-se os primeiros raios de sol do inicio da Primavera, e o aumento da temperatura era visível na ausência dos casacos que durante meses se tinham avolumado sobre os corpos.

Numa esplanada com vista para o mar, um grupo mais animado percorria os minutos de relaxamento após mais um dia de trabalho, com uma ou duas cervejas, alguma conversa e muitas gargalhadas.
Qualquer assunto servia para conversar e não havia tabus. Pequenos episódios mais ou menos alegres, mais ou menos surreais do que se havia passado naquele dia de trabalho eram dissecados até à exaustão não sem antes se aventar hipóteses imaginárias do que seria se tivessem reagido de maneira diferente a uma determinada situação.
Os nomes dos barcos ancorados não podiam deixar de ser gracejados, e passavam tempos infindáveis a inventar teorias para a razão de ser de cada nome, enquanto criavam também possíveis nomes para barcos que viessem a ter, num futuro mais desprendido economicamente. Cada nome mais inverosímil que o anterior, como se fosse uma competição para encontrar o mais estranho de todos e que mais gargalhadas provocasse.

De repente uma das raparigas levanta-se, arruma a cadeira e mete a mala a tira-colo.

- Bem, tenho de ir…

- Eu levo-te, disse um deles, enquanto tentava tirar a carteira para pagar a conta.

- Deixa, não é preciso. Vou a pé, é logo ali.


Ele voltou a sentar-se, cabisbaixo. Ela foi embora e durante uns instantes os sorrisos fecharam-se e um silêncio grassou por aquela mesa. Todos sabiam que não era “logo ali”, que afinal ainda era uma volta bem grande e que a boleia seria aceite, se não tivesse proveniência em quem teve.

- O tempo está mesmo bom, hein? – ouviu-se timidamente, numa clara tentativa de motivar outros tópicos de conversa e desbloquear o constrangimento que se tinha apoderado daquela mesa. Parecia não ter sortido efeito. Outra voz se levantou.
- Realmente já tinha saudades de um solzinho assim... vai outra cerveja?

Na iminência do fim de tarde ficar por ali, ele acedeu... esboçou um esforçado sorriso, como que aceitando a oferta de aconchego...
E a conversa lá voltou a ganhar algum ritmo, mas com muito menos gargalhadas. Pouco tempo depois começaram a debandar em direcção às suas casas, cada um a seu tempo, cada um para seu lado.

Para o fim tinha ficado o rapaz cabisbaixo, ainda sem conseguir disfarçar o desgosto de mais uma pequena e eterna rejeição. Ouve-se então, entre-dentes:

- Gostas mesmo dela, não é?

Ele encolhe os ombros, conformado. E fazendo alusão a uma vontade que não escolheu, respondeu:
-E o que é que isso contribui para a minha felicidade…?


E foi-se embora, ficando a pensar o resto do dia naquela que era a frase que melhor o caracterizava …

“o que é que isso contribui para a minha felicidade?”…"

19/03/2009

Vá, vamos lá ver então...

Após mais um dia, sem nada fazer, ou melhor com muito pouco para me ocupar, não é que descubro no "youtube" um comentário bastante hilariante á música que se segue(vejam por favor!):

E o comentário é o seguinte:
" r3dseed (3 semanas atrás)
Esta música trata de sexo anal certo ? "

Qual foi a vossa reacção? (LOL)

16/03/2009

Curiosidadez zz zz

Numa tribo da Polinésia, os casais de dezoito anos fazem amor, em média, três vezes por noite até aos trinta anos de idade, altura em que a média baixa para catorze vezes por semana.

Já dizia o Jacinto: "É foder até doer!"

ROOOOOOOO



Machine Head - The blood, the sweat, the tears.
Yes I walk the path
That gives me
Confidence strong and pure
Now I realize
That freedom rises
From confronting the source,

I built these walls around me
And i can break them all away
I'll focus all the strength I call
Into unstoppable energy.

10/03/2009

Hold Still



In this little town
cars they don't slow down
The lonely people here
They throw lonely stares
Into their lonely hearts

I watch the traffic lights
I drift on Christmas nights
I wanna set it straight
I wanna make it right
But girl you're so far away

Oh, hold still for a moment and I'll find you
I'm so close, I'm just a small step behind you girl
And I could hold you if you just stood still

I jaywalk through this town
I drop leaves on the ground
But lonely people here
Just gaze their eyes on air
And miss the autumn roar
I roam through traffic lights
I fade through Christmas nights
I wanna set it straight
I wanna make it right
But man you're so far away

Oh, I'll hold still for a moment so you'll find me
You're so close, I can feel you all around me boy
I know you're somewhere out there
I know you're somewhere out there

Oh, hold still for a moment and I'll find you
You're so close, I can feel you all around me
And I could hold you if you just stood still
Oh, I'll hold still for a moment so you'll find me
I'm so close, I'm just a small step behind you
I know you're somewhere out there
I know you're somewhere out there
I know you're somewhere out there




Choro por não te ter,
choro por te ver,
por não poder,
só gostava de saber o que dizer,
o que fazer...
I know you're somewhere out there...
mesmo que seja só nos meus sonhos!

07/03/2009

Desabafos

Não consegui, não consegui suportar, tenho que escrever, tenho que deitar cá para fora.
Sei que com isto vou tornar o blog outra vez "lamexas", e as críticas voltarão a chover, mas para que guardar isto?
Reparo, que apesar de tentar disfarçar diante os meus amigos, colegas, família, entre outros, tem vindo a tornar-se cada vez mais difícil aguentar esta máscara que visto à uma semana.Sei que só faço isso para me proteger, para que doa menos...
Reparo que os caminhos para ti estão diferentes, eu sei, eu sinto. Inclusive cheguei a pensar que até conhecia esta "cidade" como a palma da minha mão ou o carinho do teu sorriso mas a verdade é que quando lá vou ao centro, dou comigo perdido a caminho da tua antiga casa e não me lembro mais dos contornos dos teus lábios quando sorrias para mim, quando éramos NÓS. O caminho mais directo para te ver é agora uma rua de sentido único e com sinal proibido para o meu lado.
Foste para longe, 600km é realmente considerável, e reparo que tudo mudou, que já não é nada como antes, e que o tempo criou uma marca enorme de distância entre nós. Uma cicatriz feia que tentamos sempre esconder com uma madeixa caída de cabelo mas que nos lembra sempre um corte, um fraccionamento que houve para não mais as coisas voltarem a ser como eram, como antes foram.
Sim não estou a dizer que a culpa é deste ou daquele, porque sempre tive consciência daquilo que fiz e não fiz!
Estranho tentar e não dar mais com o caminho, estranho tentar e não encontrar-te nas memórias como dantes encontrava. Tudo muda com o tempo e nós não seremos excepção, acredita que não. Repara que já nem somos as mesmas pessoas ao telefone, somos dois estranhos e as referências que tínhamos esbateram-se deixando como "restos" estas conversas ocas e repetitivas, acabando sempre em insultos e grandes discussões e acusações... Quando a verdadeira pergunta que me apeteceria fazer seria, o que tens feito para alem de morreres todos os dias nos escombros da nossa ausência, o que tem feito o fantasma da tua felicidade no espaço tão vazio que sobrou depois de queimadas todas as esperanças, todas as pontes, todas as memórias. O que tens feito tu na pouca vida que te vai restando dentro do coração que batia por nós? O que tens feito?O que eu tenho feito?
Os caminhos para chegar a ti estão diferentes… tanto que já nem os conheço ou reconheço, nem me pareço mais encontrar-te nas imensas memórias que ainda tenho de ti.
Decidis-te afastar-te, provavelmente esquecer-me, e quando paro para pensar, ouvir música, apetece-me sentir-te, ver recordações, pisar espaços não mais esquecidos, para que te tragam para junto de mim!
Por que partiste assim? Não fui o homem que esperavas, eu sei, mas não deixo de achar que a vida é tão injusta quanto bela, basta que exista saudade para desencadear um turbilhão de sentimentos… e agora isto quero que saibas, e que pelo menos acredites, que apesar de partires estarás SEMPRE no meu coração, e isso é tão verdade como as flores que abrem com a primavera… como cada dia que nasce… apenas porque um dia te amei…

27/02/2009

Valkyrie




- Grande filme;
- Tom Cruise faz um ENORME papel;
- História fantástica;

Demonstra-nos que por vezes lutar contra algo com que não concordamos vale sempre a pena, independentemente se falhamos ou não, e das futuras consequências.
O problema é passar isto para a prática em determinadas "gentes"!